terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em defesa da honra (e do sabonete líquido)

Queria apenas esclarecer em relação a este post da excelentíssima esposa, em defesa da minha honra e da dignidade profissional do sabonete líquido, que nada me move contra saboneteiras com sensor, de um modo geral. Eu oponho-me apenas a saboneteiras com sensor em casas de banho com menos de quatro metros quadrados. Cá para mim, até devia haver legislação contra isso.

De facto, ao contrário daquilo que a excelentíssima esposa sugere no referido post, o meu ódio de estimação ao objecto que podem analisar cuidadosamente na foto em baixo nada tem a ver com o facto de ele ser "um mamarracho", maltratado pelo design. Eu também sou um mamarracho maltratado pelo design e gosto muito de mim. A questão está em que o sensor sente o que não deve sentir, e por isso a saboneteira leva o tempo todo a esguichar sabonete líquido para cima das coisas erradas.

Segundo as minhas estimativas, por cada mão que a saboneteira efectivamente lava há três objectos inocentes, limpinhos como um rabo de bebé pós-Dodot, que têm de levar com aquela gosma por cima por causa das evidentes dificuldades de circulação no WC e da hipersensibilidade da maldita máquina. Uma pessoa está a dar banho aos miúdos, coloca distraidamente uma toalhinha branquinha e lindinha em cima do lavatório, e de repente ouve o terrível som: "sssshhutt!" E pimba, já sabemos que o sabonete líquido voltou a atacar pelas costas, e que é preciso ir cuidar da vítima.

Eu percebo perfeitamente que tenhamos de exterminar os germes - mas não será possível fazê-lo com menos danos colaterais?

Cá está a saboneteira de castigo, virada para a parede, única forma de evitar que objectos inocentes sejam vítimas do seu desejo incontinente de despejar sabonete por cima de tudo o que mexe.  

10 comentários:

  1. Sabão branco e azul é óptimo.
    Para o fazer durar precisa de o deixar secar bem durante alg. tempo após a compra e depois corta e utiliza conforme a sua conveniência.
    E é tão 'cool' na banca da cozinha e casas de banho!

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    1. Eu também adoro sabão azul e branco. É óptimo para remover gorduras, lava muito bem, é amigo da troika e cheira a limpeza. Mas os bichinhos que costumam habitar as nossas mãos, em especial as das crianças, também gostam muito dele. Conclusão - ficam agarrados à sua superfície e vão passando de mão em mão. É por isso que o tão maltratado sensor é muito útil. As toalhas é que devem ser colocadas... (imagine-se!) nos toalheiros e não em cima do lavatório.

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  2. Esse objeto é verdadeiramente maquiavélico!
    Concordo com a exterminação e com a introdução do sabão!!!

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  3. Teresa, concordo inteiramente consigo.

    Lá em casa além de habitarem na casa de banho, essas saboneteiras, tb convivem alegremente na cozinha ao lado do detergente para a loiça.
    é certo que ainda não temos piolhos pequenos, mas ainda ssim, temos muito cuidado com o germes.

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  4. Para vossa alegria, há uma saboneteira/doseador de detergente da Casa (que agora tem uma loja grande no Colombo, ao lado do Aki) com sensor e BELO DESIGN, ou, pelo menos, muito melhor que o espécime por vós apresentado. Ide e dizei-me se vale a pena: confesso que não testei o esguicho...

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    1. Fica já marcada uma visita à Casa na próxima ida ao Colombo. Muito obrigada pela dica, Maria.

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  5. Mas eu não estou a perceber a importância de ter essas saboneteiras. Assim como assim eles não vão ter que tocar na torneira para a abrir? Não vão existir lá bactérias e fungos à mesma?

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