quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Pai multitasking
Em relação ao post abaixo, queria apenas lamentar o facto de a minha excelentíssima esposa não ter salientado devidamente a minha fabulosa técnica de segurar chupetas sem a utilização de mãos. Os feitos incríveis de um gajo são sempre desvalorizados.
Leitinho com sabor a jornal
O período de aleitamento é supostamente ideal para estreitar laços entre os progenitores e o bebé. Como no caso da Rita o leite sai sempre dos dois pacotes de leite orgânico que a mãe transporta, o pai quase nunca tem oportunidade de praticar tão bela actividade. Contudo, muito raramente (mas mesmo muito raramente), eu lá tiro leite, para o excelentíssimo esposo ter a oportunidade de estreitar os tais laços. Infelizmente, o resultado é quase sempre este: a pobre da Rita fica com um torcicolo só para conseguir beber o leitinho a que tem direito. Sim, porque contemplar e interagir com o bebé é muito bonito, e blá blá blá, mas perder 15 minutos de leitura útil é impensável.
Directamente da cabra
Este fim-de-semana estivemos a aprender a fazer queijo fresco pelo modo tradicional, sem coalhos de farmácia ou leite em pó. Com leite quentinho, acabado de ordenhar das cabras. E no final ainda trouxemos o queijo de brinde.
Cá em casa somos fãs de queijo fresco, mas este soube-nos especialmente bem e em menos de 24h... foi-se!
O nosso obrigado à Filomena e às cabras da Filomena (a Carolina costuma usar a expressão no singular, o que nos arranca sempre umas gargalhadas).
Cá em casa somos fãs de queijo fresco, mas este soube-nos especialmente bem e em menos de 24h... foi-se!
O nosso obrigado à Filomena e às cabras da Filomena (a Carolina costuma usar a expressão no singular, o que nos arranca sempre umas gargalhadas).
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Os quatro anos do leãozinho
Como hoje a avó Orquídea faz anos o Gui achou muito estranho não estarmos com ela para lhe cantar os parabéns. Expliquei-lhe que era dia de escola e de trabalho e por isso não podíamos ir a Portalegre, mas que havíamos de lhe dar um beijinho pessoalmente noutra ocasião.
Mas o Gui resolveu arranjar uma festa de qualquer maneira e anunciou que o seu leãozinho também fazia anos hoje. Todos os seus peluches têm quatro anos (a sua idade), menos o leãozinho (que tem há menos tempo), por isso ele decidiu que hoje seria um óptimo dia para comemorar o seu quarto aniversário.
Não me largou enquanto eu preparava o jantar, dizendo que tínhamos de fazer um bolo ao peluche. Por isso, lá desencantei uma broa com quatro velas para o deixar satisfeito. E lá cantámos todos os parabéns ao leãozinho. Dividimos a broa em seis (o Gui comeu a porção da Rita, que ainda não está preparada para estas aventuras gastronómicas) e o bicho teve direito a assistir na primeira fila da plateia da nossa sala a 50 minutos do filme Silverado, que o papá tinha prometido para o mini-serão de hoje.
Quer-me parecer que não era ao leãozinho que o Gui queria apagar as velas, mas a 200 quilómetros de distância foi o que se pôde arranjar.
Mas o Gui resolveu arranjar uma festa de qualquer maneira e anunciou que o seu leãozinho também fazia anos hoje. Todos os seus peluches têm quatro anos (a sua idade), menos o leãozinho (que tem há menos tempo), por isso ele decidiu que hoje seria um óptimo dia para comemorar o seu quarto aniversário.
Não me largou enquanto eu preparava o jantar, dizendo que tínhamos de fazer um bolo ao peluche. Por isso, lá desencantei uma broa com quatro velas para o deixar satisfeito. E lá cantámos todos os parabéns ao leãozinho. Dividimos a broa em seis (o Gui comeu a porção da Rita, que ainda não está preparada para estas aventuras gastronómicas) e o bicho teve direito a assistir na primeira fila da plateia da nossa sala a 50 minutos do filme Silverado, que o papá tinha prometido para o mini-serão de hoje.
Quer-me parecer que não era ao leãozinho que o Gui queria apagar as velas, mas a 200 quilómetros de distância foi o que se pôde arranjar.
A ministra grávida
Eu não sou muito dado a proselitismos paternais. Não é por eu ter quatro filhos que quero que o mundo desate a reproduzir-se que nem doido. Há pessoas que optam por não ter filhos, é assim que se sentem felizes, e eu tenho várias alturas durante o dia em que as compreendo particularmente bem. Mas não deixo de ficar contente com uma notícia como esta.
Assunção Cristas está a caminho do quatro filho, será a nossa primeira ministra grávida, e é um excelente exemplo para mostrar que no século XXI ser mãe não pode ser associado a qualquer espécie de handicap profissional. Muita sorte para ela.
Assunção Cristas está a caminho do quatro filho, será a nossa primeira ministra grávida, e é um excelente exemplo para mostrar que no século XXI ser mãe não pode ser associado a qualquer espécie de handicap profissional. Muita sorte para ela.
Gravatas com bolso? Oh, sim
Para quem gosta de andar engravatado mas tem medo de ser assaltado na rua, uma marca italiana chamada Battisti Napoli encontrou a solução com que sempre sonhou: um pequeno bolso escondido na parte detrás da gravata, que dá para colocar notas ou um cartão de crédito. Os interessados podem encontrá-las aqui.
Parabéns, mamã
A minha mãe celebra hoje o seu 67.º aniversário. A Teresa tirou-lhe esta foto há umas semanas. Gosto imenso dela, porque se vê perfeitamente que a minha filha lhe está a apresentar queixinhas:
- O meu pai é um bocado parvo, avó.
- Pois é, querida netinha, mas eu garanto-te que dei o meu melhor.
Parabéns, mamã.
- O meu pai é um bocado parvo, avó.
- Pois é, querida netinha, mas eu garanto-te que dei o meu melhor.
Parabéns, mamã.
Dumb Ways to Die
Enquanto houver ideias tão genialmente estapafúrdias quanto esta há esperança para humanidade. Este fabuloso vídeo
parece uma pura e simples manifestação de humor negro, não é?
Na verdade, é uma campanha para combater as mortes nas plataformas do metro de Melbourne, Austrália. Há lá melhor forma de começar o dia do que a cantar este "Dumb Ways to Die", que se cola ao ouvido como o mexilhão às rochas da praia. Já se tornou viral - e merece.
parece uma pura e simples manifestação de humor negro, não é?
Na verdade, é uma campanha para combater as mortes nas plataformas do metro de Melbourne, Austrália. Há lá melhor forma de começar o dia do que a cantar este "Dumb Ways to Die", que se cola ao ouvido como o mexilhão às rochas da praia. Já se tornou viral - e merece.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Bolos 100% naturais
A melhor parte de passar um fim-de-semana no meio do campo é que os miúdos podem divertir-se a chatear a natureza em vez dos pais. A natureza tem um óptimo feitio e por mais que abusem dela não tem o hábito de se queixar, ao contrário de mim. Na tarde de sábado os meus três filhos mais velhos desapareceram da minha vista durante um par de horas (aleluia, aleluia), até que finalmente vieram buscar-me para me mostrar o que andaram a fazer.
Segundo a Carolina e o Tomás, isto é um "bolo de flores cristalizadas", versão familiar:
Esta é a versão individual do mesmo bolo:
E como o Gui não quis ficar atrás, decidiu amontoar uma data de ervas e criar o seu próprio prato: o (as palavras são dele) "bolo-canja":
Como facilmente se percebe, a rapaziada não parece ter grande jeito para a culinária. Mas, pelo menos, detecto ali um certo talento para a decoração de interiores.
Segundo a Carolina e o Tomás, isto é um "bolo de flores cristalizadas", versão familiar:
Esta é a versão individual do mesmo bolo:
E como o Gui não quis ficar atrás, decidiu amontoar uma data de ervas e criar o seu próprio prato: o (as palavras são dele) "bolo-canja":
Como facilmente se percebe, a rapaziada não parece ter grande jeito para a culinária. Mas, pelo menos, detecto ali um certo talento para a decoração de interiores.
A vida sem electricidade
Este sábado, nos Montes da Senhora, à conta de um disjuntor problemático, passámos um serão sem luz eléctrica, à beira da lareira. Foi uma experiência nova para os miúdos, e aproveitámos para lhes explicar como eram difíceis os dias de antigamente e a sorte que temos por poder fazer uso do dia e da noite quase sem distinção só por existirem interruptores que podemos ligar ou desligar.
Ainda tentámos fazer um sarau musical para os entreter, relembrando duetos que eu e o João costumávamos cantar nos nossos verdes anos. Mas as novas tecnologias, vulgo iPad com bateria carregada e vários jogos disponíveis, levaram a melhor às nossas vozes enferrujadas.
Os miúdos gostaram tanto da aventura, que quando se fez luz novamente foram pedir à Zezinha para os tapar com um cobertor. E lá continuaram eles a jogar às escuras, sem que ninguém os pudesse ver.
Ainda tentámos fazer um sarau musical para os entreter, relembrando duetos que eu e o João costumávamos cantar nos nossos verdes anos. Mas as novas tecnologias, vulgo iPad com bateria carregada e vários jogos disponíveis, levaram a melhor às nossas vozes enferrujadas.
Os miúdos gostaram tanto da aventura, que quando se fez luz novamente foram pedir à Zezinha para os tapar com um cobertor. E lá continuaram eles a jogar às escuras, sem que ninguém os pudesse ver.
Venham mais 80
Este fim-de-semana festejámos os 80 anos da nossa Memi (mãe e avó de coração-professora-madrinha... e variadíssimos outros títulos relativos à nossa família).
Ainda bem que os 80 de hoje em dia são os 60 de antigamente, porque é fantástico tê-la por perto em tão boa forma e ainda uma incrível maratonista do mimo.
Parabéns, Memi!
Nesta foto, a Memi está à esquerda. A seu lado, estão a minha tia Fernanda e a Zezinha. À frente, o bolo que lhe fez disparar os níveis de glicémia. (Para os mais curiosos: precisava de umas velas à altura da ocasião e encontrei estas fantásticas no El Corte Inglés.)
Desde que a Carolina recebeu uma câmara de vídeo não perde uma oportunidade para treinar os seus dotes de repórter.
Ainda bem que os 80 de hoje em dia são os 60 de antigamente, porque é fantástico tê-la por perto em tão boa forma e ainda uma incrível maratonista do mimo.
Parabéns, Memi!
Nesta foto, a Memi está à esquerda. A seu lado, estão a minha tia Fernanda e a Zezinha. À frente, o bolo que lhe fez disparar os níveis de glicémia. (Para os mais curiosos: precisava de umas velas à altura da ocasião e encontrei estas fantásticas no El Corte Inglés.)
Desde que a Carolina recebeu uma câmara de vídeo não perde uma oportunidade para treinar os seus dotes de repórter.
Os sapatos mais estranhos do mundo
Já há um par de anos que me divirto a apreciar os sapatos criados pelo designer israelita Kobi Levi. Não consigo imaginar quem consiga andar com aquilo nos pés, nem, já agora, que cabeça chanfrada se lembra de produzir tal coisa. Mas a verdade é que me divirto à brava a vê-los.
No Natal de 2011 contactei-o para saber os preços dos seus sapatos, por causa de um texto que estava a fazer para a Time Out, mas ele respondeu-me que não os divulga publicamente. Que eram "obras de arte", discutidas pessoalmente com cada cliente. Isto significa, claro, muitos €€€€€€€. Mas desde então fiquei na mailing list de Kobi Levi, e portanto vou recebendo notícias das suas últimas criações - sempre momentos de grande alegria interior.
Eis alguns maravilhosos exemplos, que de todo esgotam a sua inacreditável obra.
Para os apreciadores de Olívia Palito:
Para quem adora escorregas:
Para quem ainda hoje sonha com o Blond Ambition World Tour de Madonna:
Depois, ele também tem uma espantosa colecção de sapatos inspirados em aves. Estes são ideais para ir assistir ao Lago dos Cisnes:
Para o caso de preferir aves mais tropicais, um belíssimo tucano (eu deste gosto mesmo):
Ou, para o caso de alguém ter um bebé a chegar, uma cegonha:
Estas são criações mais recentes, para adeptos de basebol:
E duas variações para fanáticos de café, com chávena de porcelana ou de vidro transparente:
E, por fim, um pot-pourri, com outros sapatos mais antigos mas altamente brilhantes:
O Kobi é ou não é o maior?
No Natal de 2011 contactei-o para saber os preços dos seus sapatos, por causa de um texto que estava a fazer para a Time Out, mas ele respondeu-me que não os divulga publicamente. Que eram "obras de arte", discutidas pessoalmente com cada cliente. Isto significa, claro, muitos €€€€€€€. Mas desde então fiquei na mailing list de Kobi Levi, e portanto vou recebendo notícias das suas últimas criações - sempre momentos de grande alegria interior.
Eis alguns maravilhosos exemplos, que de todo esgotam a sua inacreditável obra.
Para os apreciadores de Olívia Palito:
Para quem adora escorregas:
Para quem ainda hoje sonha com o Blond Ambition World Tour de Madonna:
Depois, ele também tem uma espantosa colecção de sapatos inspirados em aves. Estes são ideais para ir assistir ao Lago dos Cisnes:
Para o caso de preferir aves mais tropicais, um belíssimo tucano (eu deste gosto mesmo):
Ou, para o caso de alguém ter um bebé a chegar, uma cegonha:
Estas são criações mais recentes, para adeptos de basebol:
E duas variações para fanáticos de café, com chávena de porcelana ou de vidro transparente:
E, por fim, um pot-pourri, com outros sapatos mais antigos mas altamente brilhantes:
O Kobi é ou não é o maior?
Passar-se da cabeça faz muita bem
Hoje de manhã estava a regressar a casa depois de largar os miúdos na escola e escutei por acaso a rubrica da Antena 1 "O amor é...", com o professor Júlio Machado Vaz e Inês Meneses. O lançamento da rubrica dizia assim: "Um estudo alemão indica que as pessoas que têm mau feitio vivem mais anos." Gostei imediatamente da ideia, até porque é perfeitamente coerente com o facto de as mulheres enterrarem quase sempre os maridos.
Cheguei a casa e fui à procura de mais detalhes sobre o estudo. Pareceu-me bastante respeitável, mas a questão está menos no mau feitio do que na exteriorização dos sentimentos. A tese é esta: as pessoas com o coração ao pé da boca conseguem rapidamente pôr cá para fora aquilo que as está a chatear por dentro (isto em linguagem pouca técnica, digamos assim), enquanto aquelas que interiorizam tudo acabam por aumentar os seus níveis de ansiedade e dar cabo da tensão. A longo prazo, tensões altas acabam por estimular o aparecimento de uma vasta panóplia de maleitas, de problemas cardíacos a doenças cancerígenas.
Daí - diz o estudo - que os extrovertidos italianos e espanhóis vivam em média mais dois anos do que os introvertidos ingleses. (Embora passar mais tempo de papo para o ar na praia, digo eu sem estudos, também deva dar uma ajudinha.)
Mas o que importa aqui para o caso é isto: da próxima vez que andar aos gritos com os seus filhos, a sua mulher ou o seu marido (acontece muito cá por casa), tem a partir de agora um belíssimo argumento para se consolar: "Estou A PASSAR-ME COMPLETAMENTE DA CABEÇA, mas felizmente isto vai ajudar-me a viver mais anos."
Cheguei a casa e fui à procura de mais detalhes sobre o estudo. Pareceu-me bastante respeitável, mas a questão está menos no mau feitio do que na exteriorização dos sentimentos. A tese é esta: as pessoas com o coração ao pé da boca conseguem rapidamente pôr cá para fora aquilo que as está a chatear por dentro (isto em linguagem pouca técnica, digamos assim), enquanto aquelas que interiorizam tudo acabam por aumentar os seus níveis de ansiedade e dar cabo da tensão. A longo prazo, tensões altas acabam por estimular o aparecimento de uma vasta panóplia de maleitas, de problemas cardíacos a doenças cancerígenas.
Daí - diz o estudo - que os extrovertidos italianos e espanhóis vivam em média mais dois anos do que os introvertidos ingleses. (Embora passar mais tempo de papo para o ar na praia, digo eu sem estudos, também deva dar uma ajudinha.)
Mas o que importa aqui para o caso é isto: da próxima vez que andar aos gritos com os seus filhos, a sua mulher ou o seu marido (acontece muito cá por casa), tem a partir de agora um belíssimo argumento para se consolar: "Estou A PASSAR-ME COMPLETAMENTE DA CABEÇA, mas felizmente isto vai ajudar-me a viver mais anos."
domingo, 6 de janeiro de 2013
Amor
Eis os dois últimos parágrafos do meu texto de hoje na revista do CM. Ele nasceu a partir deste post do blogue.
Um amigo meu leu o post e
disse-me que aquilo que eu tinha escrito era horrível, na medida em que parecia
que o que eu queria para a minha vida não era uma mulher, mas uma enfermeira. De
certa forma, ele assumiu-se como o defensor do tal romantismo assolapado e da
intensidade apaixonada de todas as relações, na esteira do mais batido verso de
Vinicius de Moraes: “Que [o amor] não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure.” Um bonito verso,
mas tão certo do seu relativismo amoroso quanto alguns conservadores estão
certos do absolutismo do matrimónio.
Claro está que cada um fala a
partir da sua biografia: Vinicius coleccionou paixões e casamentos e eu sou um
monogâmico praticante. Mas incomoda-me a forma como este olhar sobre as
relações insiste em se tornar monopolista, como se se tivesse tornado do
domínio da evidência que tudo acaba e que amar uma pessoa durante toda a vida é
uma genuína impossibilidade. Estes são os que não percebem Haneke: que amar é sair
de mim em direcção ao outro, e que se eu nunca sobrepuser as suas necessidades
aos meus sentimentos essa pessoa será sempre menos importante para mim do que
eu próprio. Porque o romantismo assolapado e sentimentalóide é, demasiadas
vezes, apenas um egoísmo disfarçado, que nada tem a ver com o verdadeiro amor.
A totalidade do texto pode ser lida aqui. A óptima ilustração é, como sempre, do José Carlos Fernandes.
Floribela Estampa
A professora da Carolina propôs no início do ano uma actividade muito gira: de 15 em 15 dias, cada criança tem de ler, escrever, fixar e apresentar na aula um poema à sua escolha. Como entretanto descobrimos que o poema pode ser musicado, este fim-de-semana sugerimos-lhe que ela aprendesse o "Ser Poeta", da Florbela Espanca, que quase toda a gente conhece como "Perdidamente", devido a esta canção dos Trovante (peço perdão pelo vídeo piroso):
Com aquela cabecinha incrível que os putos têm, com muita memória livre e grande velocidade de processamento, a Carolina fixou o poema num piscar de olhos.
Fixou o poema, mas não fixou a poetisa. E a certa altura, querendo referir-se a ela, chamou-lhe Floribela Estampa. A Teresa ia morrendo de riso e eu ia morrendo com um caju engasgado na garganta - Floribela Estampa é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.
Com um simples trocadilho involuntário, a minha filha transformou a autora mais trágica da poesia portuguesa numa mistura de cantora pimba, concorrente à Casa dos Segredos e personagem do Hermanias.
Lamento, cara Florbela - nunca mais vou olhar para si da mesma forma.
Com aquela cabecinha incrível que os putos têm, com muita memória livre e grande velocidade de processamento, a Carolina fixou o poema num piscar de olhos.
Fixou o poema, mas não fixou a poetisa. E a certa altura, querendo referir-se a ela, chamou-lhe Floribela Estampa. A Teresa ia morrendo de riso e eu ia morrendo com um caju engasgado na garganta - Floribela Estampa é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.
Com um simples trocadilho involuntário, a minha filha transformou a autora mais trágica da poesia portuguesa numa mistura de cantora pimba, concorrente à Casa dos Segredos e personagem do Hermanias.
Lamento, cara Florbela - nunca mais vou olhar para si da mesma forma.
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