Através desse grande blogue nacional chamado Malomil, encontrei esta incrível história americana, sobre um homem que encontra no metro o bebé que se irá tornar seu filho. Tirem 10 minutos para ler. Reconcilia-nos um bocadinho com a humanidade, o que dá sempre jeito em tempos de crise e dias de chuva.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Às vezes dá jeito eles não saberem matemática
- Estou doente! Não quero comer a sopa!
- São só seis colheres, Gui. Comes seis colheres e não precisas de comer mais.
- Eu não quero comer seis colheres!
- Seis colheres é pouco, Gui. Não custa nada.
- Eu não quero comer seis colheres!
- Ok, pronto. Se não queres comer seis colheres come só sete.
- Tá bem. Como só sete colheres.
- São só seis colheres, Gui. Comes seis colheres e não precisas de comer mais.
- Eu não quero comer seis colheres!
- Seis colheres é pouco, Gui. Não custa nada.
- Eu não quero comer seis colheres!
- Ok, pronto. Se não queres comer seis colheres come só sete.
- Tá bem. Como só sete colheres.
Corte à moda da Coreia do Norte
Na Coreia do Norte, nunca se sabe bem onde começa a verdade e acaba a mentira, mas segundo um tablóide britânico (a história resumida pode ser lida aqui), homens e mulheres norte-coreanos devem optar entre uma série de cortes de cabelo aprovados pelo regime. E que cortes, senhoras e senhores. Este é o catálogo das mulheres, com 18 incríveis opções.
E este é o dos homens, com apenas 10.
Como se vê, na Coreia do Norte o meu robe azul seria com certeza proibido (e bem, diriam alguns). Só não percebo é como o Dennis Rodman conseguiu entrar no país com os amigos.
E este é o dos homens, com apenas 10.
Como se vê, na Coreia do Norte o meu robe azul seria com certeza proibido (e bem, diriam alguns). Só não percebo é como o Dennis Rodman conseguiu entrar no país com os amigos.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Não... estão a gozar com ele!
O meu caro esposo resolveu (pela milésima oitava vez) queixar-se aqui de ser injustamente gozado, depois de eu ter inocentemente exibido uma fotografia sua em trajes de repouso.
Com que então é da responsabilidade da sua excelentíssima esposa a escolha e compra do hilariante robe que ostenta pela casa nos dias frios de ociosidade? Pois recordo-lhe que foi vossa excelência que invejou os robes que eu comprei à Carolina e ao Tomás, dizendo que queria ter um da mesma colecção por ser quentinho, coisa que lhe faltava. À conta disso acabámos por comprar um exemplar para cada elemento da família, para que todos ficássemos em ridícula igualdade de circunstâncias. Eu incluída, como se pode ver pelo malmequer desfolhado que ostento no espécime que me coube em sorte.
E não explica aqui o caro esposo que eu sou hiper-mega-super doida por ovos estrelados. Não se lembra de que em todas as gravidezes o único desejo que tive foi comer ovos estrelados em barda? Ter uma homenagem aos meus desejos no seu robe só lhe fica bem.
O que lhe vale é que sei que as nove pétalas do malmequer acabam a lenga-lenga em "me quiere". E nessa certeza vivo eu, por entre tanto queixume.
Com que então é da responsabilidade da sua excelentíssima esposa a escolha e compra do hilariante robe que ostenta pela casa nos dias frios de ociosidade? Pois recordo-lhe que foi vossa excelência que invejou os robes que eu comprei à Carolina e ao Tomás, dizendo que queria ter um da mesma colecção por ser quentinho, coisa que lhe faltava. À conta disso acabámos por comprar um exemplar para cada elemento da família, para que todos ficássemos em ridícula igualdade de circunstâncias. Eu incluída, como se pode ver pelo malmequer desfolhado que ostento no espécime que me coube em sorte.
E não explica aqui o caro esposo que eu sou hiper-mega-super doida por ovos estrelados. Não se lembra de que em todas as gravidezes o único desejo que tive foi comer ovos estrelados em barda? Ter uma homenagem aos meus desejos no seu robe só lhe fica bem.
O que lhe vale é que sei que as nove pétalas do malmequer acabam a lenga-lenga em "me quiere". E nessa certeza vivo eu, por entre tanto queixume.
Diálogos na farmácia
- Bom dia. O que deseja?
- Queria Ben-u-ron em xarope, se faz favor.
- Quantas embalagens quer?
- Quantas tem?
- Quatro.
- Levo todas.
terça-feira, 5 de março de 2013
Dilema dos amantes
Após um breve comentário sobre fidelidade, uma amiga minha chamou-me a atenção para uma belíssima entrada do mais recente volume da Enciclopédia da Estória Universal, que o Afonso Cruz anda a produzir (ou a coligir) com todo o talento e imaginação que se lhe reconhece. Essa entrada chama-se "Dilema dos amantes", e é sobre uma mulher que confessa um dia ter-se apaixonado por um homem casado. Até que a certa altura percebeu o seguinte:
Se ele a enganar, é porque não tem carácter, e não o quero. Se não a enganar, quero-o, mas jamais o terei.
Eis um magnífico paradoxo conservador. Tão bonito. E infelizmente tão fora de uso.
Se ele a enganar, é porque não tem carácter, e não o quero. Se não a enganar, quero-o, mas jamais o terei.
Eis um magnífico paradoxo conservador. Tão bonito. E infelizmente tão fora de uso.
Estão a gozar comigo, é?
Para quem anda por aí a fazer piadinhas com a incrível conjugação de pijama+robe que consta deste maldoso post da minha excelentíssima esposa, queria dizer duas coisas:
1. Foi a excelentíssima esposa que me ofereceu tanto o pijama como o robe. A culpa é toda dela. E o robe tem inclusivamente um ovo estrelado que não se vê na fotografia, mas que eu trago para aqui, para poderem gozar mais um bocadinho comigo:
"Me he quedado frito!" - ora aí está uma grande verdade existencial, que convém ostentar enquanto se circula pelos corredores da casa. Isto é só para vocês invejarem a qualidade do meu guarda-roupa caseiro, ó leitoras e leitores.
2. Quando eu comecei a escrever este blogue, estava à espera que milhares de marcas me começassem a enviar coisas para casa, enchendo o guarda-fatos dos meus filhos e o meu próprio, que bem anda a precisar, com cenas super-sexy que fizessem de mim um Cauã não-sei-quê. Infelizmente, até agora ainda não vi nada, pelo que acredito que aquela foto tenha o condão de despertar o departamento de marketing da Men's Secret (isto não existe, pois não?), que se proporá salvar-me de mais vergonhas. Vamos lá, senhores, eu até sou gajo para meter uma daquelas fotos com a frase nem-imaginam-o-que-eu-hoje-tinha-na-caixa-do-correio-era-tããooooo-giro-e-não-estava-nada-à-espera-ai-que-queridos-que-vocês-são. Enquanto não começar a receber coisas dessas, nunca me irei sentir um blogger a sério.
3. Esperem até apanhar a Teresa distraída.
1. Foi a excelentíssima esposa que me ofereceu tanto o pijama como o robe. A culpa é toda dela. E o robe tem inclusivamente um ovo estrelado que não se vê na fotografia, mas que eu trago para aqui, para poderem gozar mais um bocadinho comigo:
"Me he quedado frito!" - ora aí está uma grande verdade existencial, que convém ostentar enquanto se circula pelos corredores da casa. Isto é só para vocês invejarem a qualidade do meu guarda-roupa caseiro, ó leitoras e leitores.
2. Quando eu comecei a escrever este blogue, estava à espera que milhares de marcas me começassem a enviar coisas para casa, enchendo o guarda-fatos dos meus filhos e o meu próprio, que bem anda a precisar, com cenas super-sexy que fizessem de mim um Cauã não-sei-quê. Infelizmente, até agora ainda não vi nada, pelo que acredito que aquela foto tenha o condão de despertar o departamento de marketing da Men's Secret (isto não existe, pois não?), que se proporá salvar-me de mais vergonhas. Vamos lá, senhores, eu até sou gajo para meter uma daquelas fotos com a frase nem-imaginam-o-que-eu-hoje-tinha-na-caixa-do-correio-era-tããooooo-giro-e-não-estava-nada-à-espera-ai-que-queridos-que-vocês-são. Enquanto não começar a receber coisas dessas, nunca me irei sentir um blogger a sério.
3. Esperem até apanhar a Teresa distraída.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Festa no Jamor
Ontem terminou oficialmente a maratona de aniversários da família Mendonça Tavares. Esta coisa de juntar três festas de anos no espaço de uma semana é de doidos, sobretudo porque a Teresa é uma perfeccionista assolapada e nunca quer que nada falte às criancinhas. O grande final foi no Jamor, no terreiro de uma capela mesmo por cima da Marginal, que eu desconhecia em absoluto.
Foi aí que o Tomás e o Gui celebraram os anos com os seus colegas de escola, numa festa que meteu super-heróis e montes de actividades ao ar livre (tivemos imensa sorte com o tempo). Em cima está o bolo de anos, com design sacado da net, e aqui em baixo está uma foto da actividade que encerrou o dia: rebentar com a pinhata. A Carolina deu bom uso às aulas de taekwondo e à segunda pancada choveram rebuçados.
Foi aí que o Tomás e o Gui celebraram os anos com os seus colegas de escola, numa festa que meteu super-heróis e montes de actividades ao ar livre (tivemos imensa sorte com o tempo). Em cima está o bolo de anos, com design sacado da net, e aqui em baixo está uma foto da actividade que encerrou o dia: rebentar com a pinhata. A Carolina deu bom uso às aulas de taekwondo e à segunda pancada choveram rebuçados.
domingo, 3 de março de 2013
Tão perto, tão longe
Eis o meu texto de hoje na revista do CM, escrito com a língua de fora:
Acabada a licença de maternidade, a Teresa voltou ao trabalho no hospital, e com isso o frenesim da nossa família deu mais um passo em direcção à estratosfera. Estas fases em que há um filho muito bebé para criar enquanto se trabalha de sol a sol é de uma tal violência física e psicológica que às tantas já não sabemos em que terra andamos. Junte-se a isso um par de viroses típicas do Inverno, com febres nocturnas e miúdos obrigados a ficar em casa, um bebé com o nariz mais entupido do que a rotunda do Marquês à hora de ponta, e um bando de filhos a acordar em cânone (agora acorda um, cinco minutos depois outro, 10 minutos depois o terceiro, e por aí fora), e o que acontece é um homicídio em massa de neurónios e de paciência – nada é mais duro do que estar a adormecer e a acordar em constante intermitência, num pára-arranca de sono que arrasa qualquer um.
Isso reflecte-se em tudo: na paciência para aturar os filhos, na paciência para eu e a Teresa nos aturarmos um ao outro, ou na simples incapacidade para termos uma conversa com princípio, meio e fim (...).
O resto do texto pode ser lido aqui. A ilustração é do José Carlos Fernandes.
Super-heróis em casa lisboeta
Hoje de manhã o Capitão América veio tomar o pequeno-almoço cá a casa:
E o Homem-Aranha apareceu na nossa sala:
Estas novas máscaras de super-heróis são muito caras (à volta de 15 euros), mas têm uma qualidade e uma pinta que nada têm a ver com as caraças da treta da altura do Carnaval. O fato do Tomás não é um disfarce: é um pijama muito giro que encontrámos na Disney Store. Parece que é de uma colecção antiga (estava perdido lá para um canto), mas é muito mais fixolas do que os da nova colecção. Foi uma das prendas do dia de anos de ontem. E, claro, o Tomás fez logo questão de dormir com ele.
E o Homem-Aranha apareceu na nossa sala:
Estas novas máscaras de super-heróis são muito caras (à volta de 15 euros), mas têm uma qualidade e uma pinta que nada têm a ver com as caraças da treta da altura do Carnaval. O fato do Tomás não é um disfarce: é um pijama muito giro que encontrámos na Disney Store. Parece que é de uma colecção antiga (estava perdido lá para um canto), mas é muito mais fixolas do que os da nova colecção. Foi uma das prendas do dia de anos de ontem. E, claro, o Tomás fez logo questão de dormir com ele.
sábado, 2 de março de 2013
Pum! Pum! Bang! Bang! Aaargh!
A dura vida de pai
Dia de duplo aniversário cá em casa (o Tomás faz sete anos e o Gui faz cinco), a festa para ultimar, a casa cheia de familiares, os miúdos entretidos a jogar à Wii, quase meio-dia, tudo a mexer e...
o João concentradíssimo e fascinado a montar sozinho o forte da Playmobil que o Tomás recebeu hoje.
Ah, claro, peço desculpa, o caro esposo, num gesto de imenso altruísmo, resolveu afastar os miúdos do forte (sim, porque montar soldadinhos não é nada divertido, não tem interesse nenhum para as crianças e elas só sabem é partir peças) e passar a manhã toda a queimar neurónios numa tarefa tremendamente entediante mas absolutamente prioritária para o dia de hoje.
Tudo tem de estar preparado para o caso dos miúdos quererem fazer uma batalha logo ao fim do dia, quando chegarem da caça aos super-heróis (a festa de aniversário deles vai ser passada em correrias no Jamor). De certeza que tanto os filhos como o pai vão estar cheiíssimos de energia...
o João concentradíssimo e fascinado a montar sozinho o forte da Playmobil que o Tomás recebeu hoje.
Ah, claro, peço desculpa, o caro esposo, num gesto de imenso altruísmo, resolveu afastar os miúdos do forte (sim, porque montar soldadinhos não é nada divertido, não tem interesse nenhum para as crianças e elas só sabem é partir peças) e passar a manhã toda a queimar neurónios numa tarefa tremendamente entediante mas absolutamente prioritária para o dia de hoje.
Tudo tem de estar preparado para o caso dos miúdos quererem fazer uma batalha logo ao fim do dia, quando chegarem da caça aos super-heróis (a festa de aniversário deles vai ser passada em correrias no Jamor). De certeza que tanto os filhos como o pai vão estar cheiíssimos de energia...
sexta-feira, 1 de março de 2013
A primeira flor de Primavera
Apesar de os últimos dias estarem a ser um frenesim constante, a natureza segue o seu curso com toda a calma. E esta manhã ela deu-nos uma surpresa. Há umas semanas arranjei com os miúdos dois vasos, onde plantámos algumas flores, para colocar no beiral da nossa cozinha (a nossa única possibilidade de jardim). E hoje estava lá isto:
Foi uma enorme alegria para os miúdos, que todos os dias de manhã cumprimentam os vasos e as flores - "bom dia, flores!" - depois de eu lhes ter dito que as plantas gostam que se fale com elas. Estavam felizes como a Heidi, ao descobrir a primeira flor da Primavera no meio da floresta gelada.
Foi uma enorme alegria para os miúdos, que todos os dias de manhã cumprimentam os vasos e as flores - "bom dia, flores!" - depois de eu lhes ter dito que as plantas gostam que se fale com elas. Estavam felizes como a Heidi, ao descobrir a primeira flor da Primavera no meio da floresta gelada.
O mosqueteiro caseiro
Depois do Tomás ficar doente, ficou o Gui. Outra vez. Estar doente em casa é giro, mas só para aí durante dois dias. Às tantas, já é a maior seca do mundo, e o Gui arrasta-se pelos corredores a morrer de tédio. Vai daí, decidiu mascarar-se diariamente. A primeira coisa que faz ao acordar é tomar o pequeno-almoço e a segunda é ir mascarar-se de mosqueteiro. E depois anda o dia todo assim por casa. Que é como quem diz: se a casa está sempre igual, eu ao menos estou na França do século XVII. É justo. Ao fim do dia o fato está completamente emporcalhado, mas aquilo no reinado de Luís XIII também não devia ser tão limpinho como parece.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











