A primeira prenda que a Ritinha recebeu foi um babygrow que o papá lhe comprou em Paris (coisa fina), estava eu grávida de 21 semanas. Portanto, foi essa a primeira roupa que ela vestiu na maternidade, mesmo ficando ainda a boiar dentro dela.
Três meses e meio depois, o babygrow está assim: curto nos braços e atravancado nos pés. Hoje deve tê-lo vestido pela última vez. Ainda agora nasceu, e a Ritinha já se está a despedir de certas coisas para sempre. Chama-se a isso crescer.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Última hora! Aluimento de terras no presépio!
Um terrível aluimento de terras no presépio n.º2, na madrugada desta quarta-feira, provocou a morte de três pastores (um homem, uma mulher e uma criança), seis ovelhas, um galo e um ganso, incapazes de escapar à avalanche de musgo. À hora do fecho desta edição encontrava-se ainda em estado crítico um dos três reis Magos, cuja identidade não foi possível apurar.
As autoridades já se encontram no local para averiguar as causas do deslize de terras, suspeitando-se de um defeito estrutural num túnel criado para a electrificação do presépio. Sabe-se que a supervisora da obra tinha avisado o responsável pelo túnel para as deficiências de estrutura, sustentado por um único pilar de cartão e fita-cola. Alegadamente, o engenheiro não lhe deu ouvidos e insistiu no projecto, argumentando com a necessidade de cortar nos custos, com as trágicas consequências que agora se conhecem.
Um grupo de soldados romanos presente no local ainda tentou ajudar as vítimas, mas os instrumentos que tinham disponíveis para as operações de socorro resumiam-se a espadas, lanças, escudos e um par de cavalos. Sem maquinaria pesada, os seus esforços revelaram-se infrutíferos para fazer face à dimensão da avalanche e ao peso do musgo. Às primeiras horas da manhã, o grupo jazia esgotado e desmoralizado junto ao local da tragédia.
A reportagem do Pais de Quatro encontrou, no entanto, momentos de intenso bucolismo mesmo ao lado do acidente, incluindo um pastor que nem deu conta do cataclismo. "Estive aqui toda a noite com as ovelhas, pareceu-me ouvir qualquer coisa e dei pelo corte de electricidade, mas não fazia ideia do que tinha acontecido", afirmou ao Pais de Quatro. Recusou, contudo, abandonar o presépio n.º2. "É Natal, a vida continua, temos todos muito trabalho pela frente, e a minha obrigação é levar este cordeirinho ao Menino Jesus. É isso que eu pretendo fazer", acrescentou.
A Sagrada Família não foi afectada e permanece segura no local mais elevado do presépio. Entretanto, José e Maria já vieram lamentar publicamente o incidente e manifestar as suas condolências aos familiares das vítimas. Enquanto aguardam pelas operações de limpeza e pelo reforço do túnel, o casal continua a adorar o Menino, procurando ao mesmo tempo dar apoio psicológico aos dois reis Magos sobreviventes, que entraram em choque após terem visto desaparecer o seu colega na avalanche.
As autoridades já se encontram no local para averiguar as causas do deslize de terras, suspeitando-se de um defeito estrutural num túnel criado para a electrificação do presépio. Sabe-se que a supervisora da obra tinha avisado o responsável pelo túnel para as deficiências de estrutura, sustentado por um único pilar de cartão e fita-cola. Alegadamente, o engenheiro não lhe deu ouvidos e insistiu no projecto, argumentando com a necessidade de cortar nos custos, com as trágicas consequências que agora se conhecem.
Um grupo de soldados romanos presente no local ainda tentou ajudar as vítimas, mas os instrumentos que tinham disponíveis para as operações de socorro resumiam-se a espadas, lanças, escudos e um par de cavalos. Sem maquinaria pesada, os seus esforços revelaram-se infrutíferos para fazer face à dimensão da avalanche e ao peso do musgo. Às primeiras horas da manhã, o grupo jazia esgotado e desmoralizado junto ao local da tragédia.
A reportagem do Pais de Quatro encontrou, no entanto, momentos de intenso bucolismo mesmo ao lado do acidente, incluindo um pastor que nem deu conta do cataclismo. "Estive aqui toda a noite com as ovelhas, pareceu-me ouvir qualquer coisa e dei pelo corte de electricidade, mas não fazia ideia do que tinha acontecido", afirmou ao Pais de Quatro. Recusou, contudo, abandonar o presépio n.º2. "É Natal, a vida continua, temos todos muito trabalho pela frente, e a minha obrigação é levar este cordeirinho ao Menino Jesus. É isso que eu pretendo fazer", acrescentou.
A Sagrada Família não foi afectada e permanece segura no local mais elevado do presépio. Entretanto, José e Maria já vieram lamentar publicamente o incidente e manifestar as suas condolências aos familiares das vítimas. Enquanto aguardam pelas operações de limpeza e pelo reforço do túnel, o casal continua a adorar o Menino, procurando ao mesmo tempo dar apoio psicológico aos dois reis Magos sobreviventes, que entraram em choque após terem visto desaparecer o seu colega na avalanche.
Chico Buarque no dia das três dúzias
Esta canção de Chico Buarque chegou-me num mail de Anabela Mota Ribeiro e eu abri a boca de espanto, porque tenho a mania de conhecer bastante bem a obra do homem pelo qual o criador deveria ter sido processado por compadrio (faz algum sentido criar um gajo que sabe escrever as melhores letras de canções da língua portuguesa, que sabe compor, tocar e cantar, que é um romancista de primeira, que sabe jogar à bola, e que ainda por cima é bonito, simpático e tem os olhos verdes - por amor de Deus), e eu nunca na vida tinha escutado esta canção. Na própria descrição do YouTube se explica porquê: é um tema obscuro criado em 1967 de propósito para uma imobiliária distribuir pelos seus clientes. Não é propriamente Chico Buarque vintage, mas é uma canção infantil em registo natalício. Perfeita, portanto, para animar este dia 12/12/12, mais conhecido como três de duziembro.
Preciso de uma coisa destas
Hoje de manhã acordei com dois miúdos na minha cama, e eu tão espremido numa das pontas do colchão que mais parecia um palestiniano na Faixa de Gaza. Odeio, odeio, odeio ter filhos a invadirem-me a cama. É a minha cama, pá! Podem ao menos não me chatear na minha cama? E depois eles vão mudando de noite para noite, aquilo mais parece um rodízio de putos (e eu cheio de vontade de os grelhar): hoje a Carolina a sonhar com tubarões, amanhã o Gui a sonhar com bruxas, a seguir o Tomás a sonhar com monstros, depois a Rita a sonhar com leite azedo, ou seja lá com o que sonham os bebés. Eu já tenho um monovolume em formato de carro. Pelos vistos também preciso de comprar um monovolume em formato de cama: "Olhe, era uma cama para seis, se faz favor." Um grande chiça-penico, é o que é.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
A últimas 15 horas da minha vida (versão corrigida pela esposa)
19.00 - Chegar a casa depois de ir buscar os três filhos mais velhos. Dar-lhes banho e vesti-los com a Rita pendurada no canguru, porque ela está impaciente. Preparar as roupas para o dia seguinte.
19.45 - O esposo chega a casa e pragueja porque ainda não está tudo na mesa.
19.46 - Jantar.
19.46 - Jantar.
20.14 - Dar banho à Rita enquanto o esposo fica a vê-la chapinhar durante um minuto.
20.15 - O esposo senta-se a ver o Sporting-Benfica.
20.15 - O esposo senta-se a ver o Sporting-Benfica.
20.25 - Dar de mamar à Rita.
21.00 - O esposo tenta fazer o presépio n.º2 (durante o intervalo do jogo).
21.00 - O esposo tenta fazer o presépio n.º2 (durante o intervalo do jogo).
21.15 - Segunda parte do Sporting-Benfica. O resto da família fica a fazer sozinha o presépio n.º2.
22.00 - Final do Sporting-Benfica. O esposo desata aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - Adormecer na cama da filha mais velha, com a Rita ao colo, porque ela não pára de pensar no filme que o papá lhe mostrou quando tinha seis anos: O Tubarão, de Steven Spielberg.
03.15 - Acordar com os gritos do Tomás, com as costas doridas por ter demorado tanto tempo a tentar adormecer a filha mais velha, que não parava de pensar no filme que o papá lhe mostrou quando ela tinha seis anos: O Tubarão, de Steven Spielberg.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome. Trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - O esposo tem dificuldade em adormecer, e faz questão de mostrar isso mesmo à esposa.
06.30 - O esposo tem mesmo muita dificuldade em adormecer, e faz mesmo muita questão de mostrar isso à esposa.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.05 - Levantar, tratar do lanche para a escola, ajudar a dar o pequeno-almoço e vestir os miúdos.
08.30 - O esposo sai do duche e pragueja ao reparar que está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sai disparado.
22.00 - Final do Sporting-Benfica. O esposo desata aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - Adormecer na cama da filha mais velha, com a Rita ao colo, porque ela não pára de pensar no filme que o papá lhe mostrou quando tinha seis anos: O Tubarão, de Steven Spielberg.
03.15 - Acordar com os gritos do Tomás, com as costas doridas por ter demorado tanto tempo a tentar adormecer a filha mais velha, que não parava de pensar no filme que o papá lhe mostrou quando ela tinha seis anos: O Tubarão, de Steven Spielberg.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome. Trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - O esposo tem dificuldade em adormecer, e faz questão de mostrar isso mesmo à esposa.
06.30 - O esposo tem mesmo muita dificuldade em adormecer, e faz mesmo muita questão de mostrar isso à esposa.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.05 - Levantar, tratar do lanche para a escola, ajudar a dar o pequeno-almoço e vestir os miúdos.
08.30 - O esposo sai do duche e pragueja ao reparar que está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sai disparado.
09.01 - A Rita acorda com fome. Trocar a fralda e dar de mamar.
Chiça-cocó!
A minha amiga Sónia teve a simpatia de colocar um post no seu blogue anunciando a chegada ao mundo do Pais de Quatro, e de repente as visitas decuplicaram. Quando há bocado cheguei a casa já ia em mais de 17 mil visitas num único dia. Uau. É caso para dizer, chiça-penico! É grande a força do cocó. Obrigado, Sónia.
As últimas 15 horas da minha vida
19.00 - Chegar a casa e ajudar nos banhos.
19.30 - Jantar.
20.15 - Tentar ver o Sporting-Benfica.
20.45 - Tentar fazer o presépio n.º2 enquanto se tenta ver o Sporting-Benfica.
22.30 - Desatar aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - A esposa adormece na cama da filha mais velha enquanto tenta adormecer a filha mais velha.
23.00 - Começar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso.
23.30 - Continuar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso enquanto se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
00.00 - Adormecer todo torto na cama enquanto se tenta escrever um texto para a Time Out que está em atraso e se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
03.00 - Acordar com as costas doridas e com a repetição do rescaldo do Sporting-Benfica. Concluir a escrita do texto para a Time Out que está em atraso.
03.15 - Gritos do Tomás, pesadelo certificado, direito a ir dormir para a cama dos papás.
03.30 - A esposa acorda com as costas doridas por ter adormecido a tentar adormecer a filha mais velha.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome, é preciso trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - Está a ser complicado adormecer.
06.30 - Está a ser mesmo muito complicado adormecer.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.15 - Levantar.
08.30 - Reparar que se está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sair disparado.
19.30 - Jantar.
20.15 - Tentar ver o Sporting-Benfica.
20.45 - Tentar fazer o presépio n.º2 enquanto se tenta ver o Sporting-Benfica.
22.30 - Desatar aos gritos porque ainda ninguém está na cama.
22.45 - A esposa adormece na cama da filha mais velha enquanto tenta adormecer a filha mais velha.
23.00 - Começar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso.
23.30 - Continuar a tentar escrever um texto para a Time Out que está em atraso enquanto se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
00.00 - Adormecer todo torto na cama enquanto se tenta escrever um texto para a Time Out que está em atraso e se assiste ao rescaldo do Sporting-Benfica.
03.00 - Acordar com as costas doridas e com a repetição do rescaldo do Sporting-Benfica. Concluir a escrita do texto para a Time Out que está em atraso.
03.15 - Gritos do Tomás, pesadelo certificado, direito a ir dormir para a cama dos papás.
03.30 - A esposa acorda com as costas doridas por ter adormecido a tentar adormecer a filha mais velha.
03.45 - A esposa e o esposo decidem ver finalmente, com dois anos de atraso, o último episódio da última temporada da série 24. O último episódio da última temporada da série 24 é uma grande treta.
04.30 - A esposa e o esposo tentam adormecer com o filho Tomás a tomar conta de metade da cama.
04.45 - A Rita acorda com fome, é preciso trocar a fralda e dar de mamar.
05.15 - O Gui começa a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
05.30 - O Gui volta a guinchar no quarto dele. Depois acalma.
06.00 - Está a ser complicado adormecer.
06.30 - Está a ser mesmo muito complicado adormecer.
07.00 - Dormir, finalmente.
07.30 - O Tomás pergunta se já se pode levantar.
07.45 - A Carolina levanta-se.
08.00 - O Gui pergunta se já se pode levantar.
08.15 - Levantar.
08.30 - Reparar que se está extraordinariamente atrasado para levar os miúdos à escola.
09.00 - Sair disparado.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Momento natalício #2
Este é o presépio n.º1. Ter dois presépios em casa não tem pés na cabeça, mas isto é como na Igreja do Santo Sepulcro - às vezes é extremamente difícil compatibilizar os vários membros da cristandade, e para evitar bulhas infanto-juvenis optou-se pela versão apócrifa da natividade. Faz de conta que o menino Jesus da Playmobil é o Brian. E eu adoro o Brian.
Alguma coisa muda na nossa vida quando os filhos se tornam mais responsáveis do que nós
Carolina, 8 anos: 'Importas-te de conduzir mais devagar? Estás a fazer essa curva muito depressa."
Pai da Carolina, 39 anos: "Grrrummfgh."
Pai da Carolina, 39 anos: "Grrrummfgh."
domingo, 9 de dezembro de 2012
Bico calado
Eis o primeiro parágrafo do meu texto de hoje na revista do CM:
Eu sabia que este dia iria chegar. “Nem penses em fazer um texto sobre isso. Não tens autorização!”, disse-me a minha filha Carolina, do alto dos seus oito anos. Do que estava ela a falar, não posso dizer, porque mo proibiu. Mas posso dizer que: 1) não era nada de importante; 2) estávamos a conversar só os dois; 3) a conversa era sobre a mãe; 4) nunca pensei escrever um texto sobre aquela conversa; 5) em última análise, nada disso interessa verdadeiramente para aqui. O que interessa é que a minha filha passou a ter a perfeita consciência de que eu escrevo sobre a nossa família, de que esses textos são lidos por muitas pessoas, e de que eles podem, por sua vez, fazer ricochete, e acertarem-nos de volta (raramente de uma maneira má, mas sempre de uma maneira que nós não controlamos).
O resto pode ser lido aqui:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/bico-calado
Eu sabia que este dia iria chegar. “Nem penses em fazer um texto sobre isso. Não tens autorização!”, disse-me a minha filha Carolina, do alto dos seus oito anos. Do que estava ela a falar, não posso dizer, porque mo proibiu. Mas posso dizer que: 1) não era nada de importante; 2) estávamos a conversar só os dois; 3) a conversa era sobre a mãe; 4) nunca pensei escrever um texto sobre aquela conversa; 5) em última análise, nada disso interessa verdadeiramente para aqui. O que interessa é que a minha filha passou a ter a perfeita consciência de que eu escrevo sobre a nossa família, de que esses textos são lidos por muitas pessoas, e de que eles podem, por sua vez, fazer ricochete, e acertarem-nos de volta (raramente de uma maneira má, mas sempre de uma maneira que nós não controlamos).
O resto pode ser lido aqui:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/bico-calado
Chiça-penico, o resumo
Vai-se a ver, e já está mesmo tudo inventado desde os gregos. Interrogava-me eu há uns dias onde é que os meus filhos tinham ouvido a expressão "chiça-penico" para desatarem a chiça-penicar a toda a hora, e graças aos lindos leitores deste blogue descobri que:
1. Há uma ladainha portuguesa que chiça-penica.
2. A Hannah Montana chiça-penica (e muito).
3. O Shrek chiça-penica com o Burro (obrigado, Maria Henrique Espada).
4. A Floribela já chiça-penicou.
5. E até o António Sala chiça-penica.
Como disse, e bem, um leitor: "Fico com a sensação de que todo o mundo já sabia, menos eu e o João." É absolutamente verdade. E ser o último a saber, nestas e noutras matérias, nunca é uma sensação agradável. De qualquer forma, um chiça-penico e um muito obrigado para todos. Agora já posso repreender os meus filhos com outro enquadramento.
1. Há uma ladainha portuguesa que chiça-penica.
2. A Hannah Montana chiça-penica (e muito).
3. O Shrek chiça-penica com o Burro (obrigado, Maria Henrique Espada).
4. A Floribela já chiça-penicou.
5. E até o António Sala chiça-penica.
Como disse, e bem, um leitor: "Fico com a sensação de que todo o mundo já sabia, menos eu e o João." É absolutamente verdade. E ser o último a saber, nestas e noutras matérias, nunca é uma sensação agradável. De qualquer forma, um chiça-penico e um muito obrigado para todos. Agora já posso repreender os meus filhos com outro enquadramento.
Louis CK e a mudança de fraldas
Eu adoro este homem, mas a brutalidade do seu humor não é - definitivamente - para todos os estômagos. O que eu acho absolutamente espantoso é que Louie, a série que ele escreve, dirige e interpreta desde 2010, tenha entrado no mainstream e começado a acumular prémios e críticas entusiastas, ao ponto de ser apontada por muito boa gente como a melhor série de humor americana da actualidade. Parece-me uma extraordinária notícia que as pessoas passem a olhar para Louis CK não como uma besta mal-educada que diz tudo o que lhe vem à cabeça, mas como alguém que elevou o discurso sobre a família e os filhos para um patamar de tão absurda e íntima sinceridade, que dinamita todas as convenções burguesas e se torna pura e simplesmente hilariante. És o meu herói, Louis.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Trabalhos de casa
É incrível como os irmãos podem ser tão diferentes. A Carolina demora uma eternidade para começar a fazer os trabalhos de casa. O Tomás, que entrou este ano para a primeira classe, não descansa enquanto não os acaba e qualquer coisa abaixo de perfeito é inaceitável para a cabecinha dele.
Se era para encontrar palavras começadas com b, quatro ou cinco não bastavam. Mal se conseguia encontrar o livro de português no meio de tantos jornais e revistas esburacados.
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